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Um judeu surpreendeu a comunidade australiana ao decidir perdoar o terrorista que matou seu pai durante o ataque na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália.

Ya’akov Tetleroyd e seu pai, Borris Ya’akov Tetleroyd, estavam participando do festival judaico Hanukkah, na praia de Bondi, quando dois atiradores iniciaram o massacre.

Borris foi uma das 15 vítimas mortas no atentado, em 14 de dezembro de 2025. Tetleroyd viu seu pai ser baleado e morto do seu lado.

“Neste mundo lamentamos, esse é o jeito do mundo, lamentamos, e é algo triste e trágico”, disse ele, em entrevista à CBN News.

O judeu também foi atingido, mas sobreviveu. “Depois que fui baleado, estava sangrando muito, muito, muito”, lembrou.

Semanas após o massacre, Tetleroyd decidiu liberar perdão ao terrorista que assassinou seu pai para não criar raíz de amargura em seu coração. A atitude surpreendeu a comunidade judaica em Sydney e os australianos em geral.

“Quero estar cheio de raiva? Quero ficar ressentido? Não. A resposta para essas perguntas é não. Porque não é assim que se vive uma vida. Há uma ideia que diz: ‘Quem não perdoa queima a ponte que ele mesmo deve atravessar'”, explicou o judeu.

Ele declarou que sua fé judaica o ensinou a não responder ao ódio com mais ódio. Mesmo ainda enfrentando a dor do luto, Tetleroyd continua trilhando sua vida.

“Deus quer que eu viva, e acredito que Deus quer que eu seja feliz, alegre e livre”, ressaltou ele.

Antissemitismo aumentou 387% na Austrália

Segundo um relatório divulgado pela Organização Sionista Mundial e pela Agência Judaica para Israel, os incidentes antissemitas aumentaram aumentaram 387% na Austrália, entre 2022 e 2024.

Além disso, o antissemitismo na Austrália teve um aumento de 600% após o ataque terrorista ocorrido durante o Hanukkah na praia de Bondi, em Sydney. 

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Diáspora e do Combate ao Antissemitismo de Israel. Segundo o levantamento, nos dois dias seguintes ao massacre, houve uma escalada significativa de manifestações de ódio contra judeus, incluindo episódios de violência física e verbal em espaços públicos.

Antes do atentado terrorista, cerca de 3.000 publicações com menções antissemitas eram registradas diariamente nas redes sociais na Austrália. No dia do ataque, esse número saltou para 17.100 postagens, representando um aumento de 420%. No dia seguinte, o volume ultrapassou 21.500 publicações, registrando um crescimento de 600%.

De acordo com o Jewish News Syndicate, cerca de 117 mil judeus vivem na Austrália, representando menos de 0,5% da população. A maioria da população judaica (85%) vivem em Sydney e Melbourne.

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