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A Justiça da Malásia adiou o pagamento da indenização dada à família do pastor Raymond Koh, que foi sequestrado e está desaparecido há 9 anos, segundo a Missão Portas Abertas.

No fim de janeiro, um juiz suspendeu a execução da ordem da Suprema Corte que determinava que o governo pagasse mais de 37 milhões ringgits malaios (aproximadamente 9,3 milhões de dólares) em indenização.

Na nova decisão, o juiz alegou que o pagamento imediato poderia ser um “risco financeiro” para as contas do governo da Malásia.

Durante a suspensão, o governo vai recorrer à Corte para reduzir ou anular a indenização.

A esposa do pastor raptado, Susanna Koh, informou que vai recorrer da decisão. “Fiquei desapontada com a ordem de suspensão da execução emitida pelo juiz Mahazan, do Tribunal Superior, que interrompeu as decisões da juíza Su, inclusive as investigações sobre o paradeiro do pastor Raymond e o pagamento da indenização. Ore pelo nosso recurso contra a ordem de suspensão. O novo processo pode levar de três a cinco anos“, disse ela, à Portas Abertas nesta semana.

Susanna ainda observou que a suspensão reverte princípios legais já estabelecidos pelo Tribunal Federal e isso acaba enfraquecendo o julgamento original que responsabilizou o governo pelo rapto do marido.

Busca por respostas

A família do pastor Koh luta na Justiça há anos para que os responsáveis pelo sequestro sejam identificados e punidos, e para receber notícias do paradeiro do líder cristão.

Seis anos após o desaparecimento, a investigação chegou à Suprema Corte da Malásia. Em 5 de novembro de 2025, a Corte encerrou o caso, reconhecendo que agentes policiais estavam envolvidos no rapto e cometeram abuso de poder.

A Suprema Corte ordenou que o governo pague ao pastor Raymond Koh 10 mil ringgits malaios (cerca de 2.300 dólares) por dia, desde 13 de fevereiro de 2017, quando ele foi sequestrado, até que seja encontrado. 

Ameaçado de morte

Antes de ser raptado, o pastor Koh recebeu uma carta com ameaça de morte pelo correio. No envelope, havia cinco balas e um aviso para ele parar de evangelizar os muçulmanos malaios. O líder também recebeu ameaças e mensagens de ódio por telefone. 

Até agora, não há informações sobre o paradeiro do pastor, apenas a certeza de que ele foi vítima de desaparecimento forçado pelo grupo especial da polícia da Malásia.

“Ore por Susanna Koh e sua família enquanto continuam sua busca por justiça e respostas do governo”, pediu a Portas Abertas.

Para marcar os nove anos do caso e manter a história viva na consciência pública, a missão lançou hoje uma série especial do PAcast, com três episódios narrativos que reconstroem a trajetória do pastor, os detalhes do sequestro e as perguntas que seguem sem resposta. 

Acesse a série especial no Spotify ou no YouTube.

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