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Um pastor está sendo processado na Justiça após impedir um transgênero de usar o banheiro feminino da igreja, em Santo André (SP).

O caso aconteceu durante um evento na Igreja Além do Véu, no dia 20 de fevereiro. O homem trans, chamado Paola Bracho Mostarda Baracho, estava participando do culto e tentou usar o banheiro feminino.

Então, o pastor Davis Machado Oliveira se apresentou e informou que ele não tinha respaldo legal para usar o banheiro das mulheres. Em seguida, o líder afirmou que ele poderia usar o banheiro unissex da igreja.

“Eu sou uma mulher como qualquer outra”, respondeu Paola, em gravação do momento feito pelo próprio trans.

Em vídeo no Instagram na última quinta-feira (5), Leonora Áquilla, ativista trans e Coordenadora de Políticas para LGBTI+ da Prefeitura de São Paulo, afirmou que entrou com uma ação judicial contra Davis por não deixar Paola usar o banheiro feminino.

“Denunciei um pastor evangélico de Santo André que proibiu a menina trans de utilizar o banheiro feminino em evento pago. Ela foi expulsa do local sem o devido reembolso”, alegou Leonora.

Banheiro unissex como opção

Nos comentários do vídeo, muitos membros da Igreja Além do Véu contrariam a versão da ativista Leonora, afirmando que o trans foi tratado com respeito e não foi expulso do evento.

“A situação que está sendo exposta publicamente não corresponde à forma como os fatos realmente aconteceram. A pessoa em questão desejava utilizar o banheiro e, sim, foi oferecida uma alternativa para que pudesse fazê-lo. Por isso, é muito importante buscar a verdade antes de fazer acusações. Nosso pastor é um homem íntegro, respeitado por todos que fazem parte da igreja e por aqueles que conhecem o seu caráter e sua trajetória”, escreveu uma mulher.

Outra fiel afirmou: “Eu sou membro dessa igreja, inclusive voluntária que às vezes serve no banheiro, e posso garantir que a instrução recebida é de que as pessoas trans sejam orientadas a usar o banheiro acessível, ou seja, dessa forma ela terá acesso ao sanitário onde fará o uso individual. Então, a Paola não foi impedida de fazer o uso do banheiro, foi instruída de que deveria usar o banheiro acessível. A nossa igreja aceita a todos porém não compactua com tudo”.

Uma voluntária da igreja garantiu que o trans foi bem recepcionado no culto: “Nosso pastor foi super respeitoso, pediu com muita educação que se encaminhasse pro banheiro unissex, ela simplesmente saiu dando ombreada no pastor. Foi recebida com muita educação e atenção, eu mesma fiz o check-in dela. Ela intimidou as meninas que estavam servindo no banheiro, falando alto e grosso, deixando-as até com medo”.

E uma membro ressaltou: “Acolher pessoas não significa abrir mão de princípios ou permitir que cada um faça aquilo que quiser dentro da casa de Deus. Seguiremos firmes em nossa fé, acolhendo vidas, orando por todos e cuidando da nossa comunidade com responsabilidade, respeito e amor”.

A Igreja Além do Véu não se manifestou sobre o caso.

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