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Um casal cristão perdeu a guarda de duas filhas após serem acusados falsamente de “extremismo religioso” na criação das meninas, na Suécia.

Sarah e Tiana estão separadas dos pais, Daniel e Bianca Samson, há três anos, segundo a ADF International, uma organização que defende a liberdade religiosa e está representando o casal no caso. Na época, Sara tinha 11 anos de idade e Tiana tinha 10 anos.

Em dezembro de 2022, as meninas foram levadas pelo serviço de proteção à criança da Suécia após a mais velha, Sara, fazer uma denúncia falsa de maus tratos na escola. 

A falsa denúncia aconteceu após a menina ter um desentendimento com os pais por proibirem o uso do telefone e de maquiagem.

Poucos dias depois, Sara se retratou e retirou a acusação contra os pais. Uma investigação foi realizada sobre possíveis maus tratos e as autoridades concluíram que os pais eram inocentes.

Além disso, o casal cristão passou por uma avaliação para verificar se estavam aptos para cuidar de seus filhos e foram aprovados.

Mesmo assim, as meninas não foram devolvidas aos pais e o serviço de proteção à criança da Suécia acusou os pais de serem “extremistas religiosos”.

Para fazer a acusação, o Estado sueco usou a frequência da família à igreja (três vezes por semana), o fato de orar juntos em casa e de estabelecer limites aos filhos baseados na fé.

Saúde mental das meninas afetada

Desde junho de 2023, Sara e Tiana passaram por pelo menos três estágios de acolhimento e foram mantidas separadas uma das outras.

De acordo com a ADF, as duas meninas afirmaram diversas vezes que queriam voltar para casa, mas seus pedidos não foram atendidos.

Enquanto estavam em lares adotivos, a saúde física e mental de Sara e Tiana foram afetadas. Os pais relataram que ambas tentaram suicídio.

“Amamos nossas filhas. Confiávamos que a Suécia as protegeria – e quando a verdade veio à tona, esperávamos que nossas filhas voltassem para casa. Ainda assim, elas permanecem longe de nós, e sua saúde mental continua a se deteriorar”, lamentou o pai, à ADF International.

Atualmente, Daniel e Bianca têm direito de visitar as filhas apenas uma vez por mês, sob supervisão.

Caso no Tribunal Europeu

Os pais cristãos levaram o caso ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos com esperança de recuperar as filhas. 

Porém, neste ano, o Tribunal considerou o caso inadmissível por falta de esgotamento dos recursos legais na Suécia. A decisão é final e não pode ser contestada. Agora, os advogados da ADF International estão avaliando os possíveis próximos passos.

“Os pais têm a responsabilidade e o direito primordial de criar seus filhos. Quando o Estado interfere na vida familiar com base em escolhas parentais baseadas em valores ou discriminação com base na fé, liberdades fundamentais estão em jogo”, criticou Guillermo A. Morales Sancho, assessor jurídico da ADF International.

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